Marllon Andriola é psicólogo e psicanalista, com atuação clínica e inserção acadêmica no campo da Psicologia Clínica e da Psicanálise. Mestre em Psicologia Clínica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), é autor do livro “O lugar do sujeito no uso de drogas: uma leitura lacaniana acerca do fenômeno da drogadição” (Editora Juruá), no qual desenvolve uma articulação entre clínica psicanalítica e o fenômeno da toxicomania, a partir da orientação lacaniana.
Graduado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), realizou mobilidade acadêmica na Universidade do Porto (Portugal), onde também obteve formação internacional no método de Rorschach, com ênfase em avaliação psicológica e psicopatologia.
É membro da Associação Psicanalítica de Curitiba, além de organizador e fundador da Jornada de Psicopatologia e Psicanálise de Curitiba, vinculada ao Laboratório de Psicopatologia Fundamental da UFPR, mantendo interlocução contínua com a produção teórica e clínica contemporânea nesses campos. Sua trajetória inclui atuação em instituições de saúde mental, especialmente em contexto hospitalar psiquiátrico, bem como participação no desenvolvimento de dispositivos clínicos voltados ao tratamento de sofrimentos psíquicos graves.
No âmbito da formação, exerce atividades como professor na pós-graduação em Psicologia Clínica e como supervisor clínico, contribuindo para a transmissão da prática e da ética psicanalítica.
Em consultório particular há mais de 11 anos, desenvolve atendimento clínico orientado pela psicanálise, voltado a adolescentes e adultos, com ênfase em questões relativas à ansiedade, depressão, compulsões, burnout, dependência química, dependência de jogos e apostas on-line, além de realizar orientação a pais.
Sua prática fundamenta-se no rigor conceitual da psicanálise e na consideração da singularidade do sujeito, sustentando um espaço clínico voltado à escuta, à elaboração e à formalização do sofrimento psíquico.
Este trabalho resulta da experiência clínica com usuários de drogas atendidos no Centro de Psicologia Aplicada da UFPR. O estudo explora a diferença entre o conceito de sujeito na psicanálise e no modelo biomédico, buscando entender o lugar do sujeito no fenômeno da drogadição. Com base na abordagem psicanalítica de Jacques Lacan, a pesquisa propõe que o sujeito vai além do rótulo biomédico de "usuário", enfatizando a importância da subjetividade e da escuta clínica na compreensão do uso de drogas. A conclusão indica que o lugar do sujeito implica uma ruptura com a visão coletiva e estatística, abrindo espaço para a singularidade e história individual de cada sujeito.